O Livro dos Espíritos nos revela um mundo de coisas novas!
Já esta pronto o caderno "Mundos de Coisas Novas" onde listamos inúmeras iniciativas do Espiritismo, aqueles pontos pela primeira vez revelados ao planeta Terra, muitos dos quais agora são moda e recebem aceitação geral e científica.
Tarefa espírita: sacrifício ou heroísmo?
Constância
Interessantíssimo esse tempo em que vivemos, no final do século. Surpreendentemente nos chama para um processo, inimaginável em época anterior, de reciclagem de idéias, conceitos e posturas.
Entendia, a maioria dos humanos, ser preciso reforçar, endurecer as idéias, solidificar conceitos e tornar imutáveis as posturas escolhidas para viver, significando firmeza de personalidade e caráter. Mas efetivando um espírito de guerra, de comando, de eu sou certo e você é errado. Defesa de território. Separação.
E eis que somos, felizmente, chamados para uma necessária e saudável reciclagem dessas idéias, desses conceitos e dessas posturas. Que resultara não em perder convicções e aprendizado mas sim, em selecionar aquilo que é coerente conosco, com nossos objetivos e com as opções de vida que temos.
Nessa reciclagem ideológica, com certeza reforçaremos nosso entendimento dos Princípios Espíritas, mas deles retirando as idéias que os negam e confundem. Idéias estas que estão dentro de nós, misturadas com as outras, mescladas, meio ocultas, solapando nossa possibilidade de pensar e viver as lições espíritas, com proveito e funcionalidade.
Comecemos por exemplo com a nossa participação em tarefas no Centro Espírita. Ou seja, com a necessidade de estarmos no Centro algumas vezes por semana.
No geral, não pensamos sobre esse fato como algo natural e valoroso. Queremos, sentimos que é o que buscamos a tanto tempo, mas ainda estão dentro de nós conceitos tais como: mulher deve ficar em casa; Espiritismo é coisa do diabo; mediunidade cria problemas; se fosse para ganhar dinheiro...; faço parte de um processo iniciático e sou por isso superior aos demais; estou lesando a família por não ficar todo tempo com eles; isso me afasta de compromissos sociais e perco meu status; tudo que ocorre quando estou ausente é culpa minha; se fosse para trabalhar pela família...; estou separado, não participo de tudo que fazem em casa; o que dizem os vizinhos vendo-me chegar tarde? facilito para que o ataque de Espíritos em minha família cresça, porque querem me agredir; minha família não passaria pelo que passa se não fosse meu trabalho espírita; tenho medo de perder o amor dos meus, se não agir como eles gostam...; isso é exagero,fanatismo...; isso não é normal...;
Essas idéias corrompem nossa boa participação nos trabalhos espíritas. Cria-se um peso...
Não sentindo que estamos agindo bem, natural e de forma valorosa, não passamos isso para os nossos, abrindo grandes brechas para o descontentamento, a incompreensão, as críticas e as acusações.
A nossa atitude íntima reflete-se na reação dos outros para conosco.
A forma como falamos, em casa, sobre o Espiritismo, pode estar soando como desvalorização das idéias dos outros, como imposição ou como algo além das capacidades que eles tenham: coisa de seres superiores. Nossa tarefa espírita pode estar sendo recebida como algo melhor do que os relacionamentos que temos com a família, como se os menosprezássemos. Esses e outros sentimentos que nos ferem estão, em quase todas as vezes, nascendo de nossa atitude intima face ao que fazemos e transferindo-se para nossos entes queridos, dessa mesma forma.
Se me respeito crio o respeito. Se me valorizo, crio a valorização. Se me sinto natural, crio a naturalidade.
Somente observando e sentindo é que saberemos como esse assunto esta sendo trabalhado em nosso íntimo. Daí poderemos optar por outra atitude familiar, onde o relatar, por alto, o que fazemos e o quanto é importante para o nosso crescimento interior, mostrando que precisamos de melhoria e de aprendizado, por nos sentirmos falhos e ignorantes de como viver melhor, tornar-se-a na mais doce atitude de respeito e no mais nobre pedido de compreensão e aceitação.
Um mundo de coisas novas se abrirá em nossa vida!
Cantinho da Rita Foelker
...quando, libertando-me o quanto possa de um entendimento ilusório sobre mim mesmo, aproximo-me de minha essência espiritual, dou-me a oportunidade de promover um crescimento mais rápido e sem dor, das potencialidades espirituais de que sou dotado. Sinto-me mais confiante e natural, resgatando-me.
...isso muda minha vida e a dos que se acercarem de mim pois, toda vez que estiver olhando para uma pessoa estarei vendo o que ela tem de mais sublime.
Encontrando no olhar de cada pessoa o Espírito que ela é, seu destino superior, sua filiação divina, sua expressão mais elevada, oferecemos a ela, naquele momento, a oportunidade de expressa-se com o melhor de sua alma, abandonando ilusões, pretensões mesquinhas, e trazendo à tona sua interioridade e se dom de amar.
Era isto que Jesus conseguia fazer: olhando em cada rosto o reflexo das qualidades da alma, ele as trazia para fora, para as falas e as ações.
Estão escritas as histórias de Zaqueu, de Madalena e de Paulo, mas existem centenas de milhares de vidas que tomaram novo rumo, após um encontro com o Mestre, um toque de Jesus!
Quando enfocamos numa pessoa o Espírito, o chamado Eu superior, ela como que se recorda de quem de fato é, de sua percepção a respeito do objetivo maior que possui e de seu papel significativo na grande sinfonia da Criação.
Mas só realizamos isto naqueles instantes em que sentimos tais coisas em nós mesmos.
Texto do livro "Meditações para o novo milênio" a sair em breve.
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A influência que temos sobre nós mesmos
CG/Cristina Helena Sarraf
Preocupados com o que os outros, pessoas e Espíritos, possam ter de influência sobre nós, acabamos descuidando da própria influência. O que significa isso?
Significa que no tempo que passamos cuidando dos outros para que não nos prejudiquem, estamos deixando de nos fortalecer e conhecer, a fim de vivermos melhor, com as características que nos são próprias.
Geralmente somos uns ilustres desconhecidos de nós mesmos. Mas nos imaginamos de uma certa maneira. Essa auto-imagem foi sendo construída durante os dias de nossa vida, a partir da aceitação de idéias e da opinião daqueles com quem mais convivemos. E agora ela nos veste. Vestimo-nos com ela, mas não somos assim!
Empreendemos um enorme e diuturno esforço para sermos desse jeito que não somos, afastando-nos cada vez mais de quem realmente somos. Ou seja, estamos cultivando um conflito interno que se constitui na base da insegurança.
Observemos bem esse procedimento tão comum e tão prejudicial:
1 - não nos aceitamos como somos; sentimo-nos errados; julgamo-nos cheios de defeitos;
2 - facilitamos a criação de uma auto-imagem mental negativa, acompanhada de como achamos que é ser bom, ser adequado, competente, agradável, inteligente, atraente, respeitável, como é ser filho, ser pai, ser mãe, ser esposa, marido, profissional, ser amigo, ser espírita, ser cristão, etc. etc. etc.
3 - completa a imagem, um dispositivo condenador - cobrador, uma falsa consciência, cuja finalidade é nos culpar e condenar toda vez que fugimos um pouco desse padrão, soltando-nos e agindo com mais liberdade; ele comanda nossa ação e nossa expressão, impedindo que sejam diferentes do modelo adotado;
4 - esse padrão de pessoa ideal é formado por nós e pelas opiniões que aceitamos, de outras pessoas e do meio social que freqüentamos;
5 - vestimos essa falsa personalidade e ficamos lutando para sermos desse jeito, custe o que custar. Mesmo que tenhamos que mentir, ludibriar, trair, machucar-nos, vilipendiarmo-nos;
6 - porque não ficamos idênticos ao modelito, enchemo-nos de culpas e condenações, bem como achamos que tudo está errado e que as pessoas nos prejudicam, escancarando as portas emocionais e mentais para os maus Espíritos, promovemos a infiltração fluídica negativa em partes do nosso corpo (observe e sentirá!);
7 - quanto mais ficamos inseguros, doentes, carentes, perturbados, constrangidos, sufocados e hipócritas, mais queremos ser como não somos e mais nos distanciamos de nós mesmos.
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Pergunta-se: é possível ter confiança em si, estar seguro de si, agindo dessa maneira?
É possível viver com saúde, em paz, criando harmonia, alegrias, sucesso e amor, sempre inseguros, derrotados internamente e sem auto-confiança? Sempre fingindo e se disfarçando?
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Ao reconhecer essa situação, comece um processo de tomar conta de si. Domine em vez de ser dominado. Constate tudo e vá se apossando de si.
O primeiro passo é interiorizar a certeza de que você é um Espírito sem defeitos, que estando em processo evolutivo ainda não consegue a perfeição nos pensamentos e atos mas que, como Espírito, é perfeito.
O segundo passo é interiorizar que você é único, diferente de todos, pois é um indivíduo, com história espiritual própria e exclusiva, por mais que possa ter semelhanças com outros, em certas experiências e opiniões.
O terceiro passo é saber que não existe um padrão de pessoa. Isso é criação humana que só serve para nos fazer sofrer inutilmente, já que ninguém consegue ser esse padrão preconceituosamente estabelecido. O ideal é que cada um seja ele mesmo, pleno em sua integridade.
O quarto passo é perceber que a Lei de Evolução dos Espíritos funciona sem cessar e por ela nossas características serão ajustadas e melhoradas, naturalmente e pela nossa vontade de ser feliz. Mas isso não é sinônimo de ser errado ou defeituoso e sim de que, hoje, cada um é o melhor que pode ser.
O quinto passo é fazer, diariamente, junto do seu anjo guardião, um exercício de libertação e aquisição de confiança. Respiração rítmica e consciente, relaxamento e ordens mentais acompanhadas de visualização, com o seguinte teor à desprendo, solto, derreto e queimo essa falsa idéia de mim. Recuso-me a atender e a ouvir a voz que condena isso que estou fazendo, querendo por-me culpa. Afrouxo, solto, retiro e queimo extensões dessa falsa imagem que se infiltram em partes do meu corpo, descaracterizando minha natural forma de ser, sentir e me expressar. Volto, prazerosamente, ao meu natural que é belo, adequado e certo. Aprovo-me e gosto de mim sem máscaras e artifícios. Aceito-me. Apoio-me. Respeito-me. Valorizo-me como sou. Crescerei mais rápido assim!
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