Tarefa, flores, espinhos
No mês em que se deu a desencarnação de Allan Kardec, ganha destaque a figura do dirigente espírita, aquele em cujas mãos ficou o prosseguimento das atividades doutrinárias e a divulgação do Espiritismo.
Tarefa plena de flores e de espinhos, dirigir um Centro, as reuniões de uma instituição espírita é algo que merece ser contato aos que almejam fazer o mesmo, para que possam ir sabendo quanta luz, quanta gratificação, quanto aprendizado e quantas dúvidas, temores, embaraços. Isso, pra não falar das interferências e das tentativas de desvio...
Ser um dirigente espírita implica em estar com o seu campo mediúnico disponível para as instruções e intuições. E só isso já representa muito mais do que se possa imaginar. Basta observar que pouquíssimas pessoas zelam por seus recursos mediúnicos, com o devido cuidado, para que possam desfrutar de ligações desejáveis.
Também implica em ter vontade e encontrar tempo para estudar a Doutrina. Não para conhecê-la décor, e muito menos para exibir conhecimentos. Mas para entender seu significado profundo, com o ensinamento das Leis Universais para os Homens, num grandioso processo educacional, continuador do que Jesus iniciou.
É entender, interpretar e viver a vida à luz do Espiritismo.
Ao dirigente espírita também cabe amar e respeitar o ser humano, incondicionalmente, percebendo que cada um está num degrau na escala evolutiva e só pode dar o que tem...
Por outro lado, essa tarefa requer a preparação de continuadores, na medida em que trabalha-se por uma Causa que não pode ficar à mercê das circunstâncias da vida de algumas pessoas. Compreendendo que continuador não é sinônimo de submissão ou de "clone", quer dizer, o dirigente não pode querer que os trabalhadores em aprendizado sejam e façam como ele, do seu jeito, igualzinho. Cada Espírito é uma individualidade, um indivíduo, ou seja, não é divisível. E faz seu processo evolutivo de uma forma diferente da dos outros, com características próprias, o que equivale a dizer: é impossível que duas pessoas façam as coisas de um mesmo jeito.
Pela observação da Natureza, a diversidade é o normal, criando as individualidades. Respeitando esse fato, o dirigente espírita criará a participação, o compartilhar, numa soma de forças e potencialidades, a favor da Doutrina. E desenvolve, com seus companheiros, o trabalho coletivo da Casa Espírita, que é uma forma de agir coerente com as características dos trabalhos doutrinários, sempre realizados pela somatória dos recursos de todos os participantes, encarnados e desencarnados.
O maior trabalho do dirigente é, com toda certeza, consigo mesmo. Lá, no seu íntimo, nos seus condicionamentos mentais e comportamentais. Mas a tarefa que abraçou pode tornar-se estímulo e forças no difícil caminho da auto-superação.
Tarefa... flores... espinhos...
Kardec é o nosso modelo de dirigente espírita. E a nossa inspiração.
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Como vai o seu ideal espírita? A sua lamparina nova...
Está sempre acessa e bem cuidada, iluminando a você e aos outros?
Ou está fraquinha, apagando a cada situação?
O que você está fazendo com as oportunidades que tem nessa vida?
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Lembrando sempre
Em 09/03/1979 desencarnou um dos mais ilustres espíritas contemporâneos, o prof. José Herculano Pires. Sua vocação literária revelou-se cedo, tendo escrito cerca de quarenta livros, versando sobre Filosofia, Histórias, Ensaios, Psicologia, Parapsicologia e Espiritismo. Revelou-se um grande defensor da nossa Doutrina e de Kardec, não medindo esforços para esclarecer os postulados espíritas e a legitimidade das obras do Codificador.
Herculano exemplificou como agir em momentos que exijam de cada espírita, a hora do testemunho da sua convicção. Também deixou bem claro como viver e pensar, a partir da escolha filosófica que fizemos nesta vida, para sermos seguidores de Jesus.
Dentre os inúmeros livros que poderíamos destacar, citamos "O Espírito e o Tempo", obra de alto valor para aqueles que querem entender a Mediunidade e o Homem, nas etapas históricas da Terra.
O opção é sua
Carmem de Paula
"Estabelecer maus hábitos é tão difícil e trabalhoso quanto estabelecer os bons. Mas não percebemos que os hábitos enraizados fundamente ou nos libertam de situações deprimentes, ou nos afundam nelas.
Julgamos mal nosso potencial para encontrar soluções que nos fortaleçam nas situações positivas.
Crescer para Deus requer um mínimo de empenho e coragem que cada um, em sua tibieza espiritual, tem.
Fortalecer-se nos bons pensamentos e atos, os quais cada vez nos dignificam mais; largar os lastros, sem piedade, que lastro foi feito pra se largar, mesmo...
Elevar o pensamento ao Criador e permitir que ele nos sustente, ampare e acalme. Ele sabe onde fraquejamos.
Só falta cada um descobrir, em si, o que rever para sentir-se criatura merecedora do depósito das bênçãos de Deus."
O Gênio Céltico e o Mundo Invisível
De Léon Denis
Leia nesse interessante livro do grande espírita e continuador de Kardec, Léon Denis, que os celtas eram indiferentes em relação à morte pois entendiam haver um grande relacionamento entre vivos e mortos.
Diferentemente de outros povos da Antigüidade, a Gália vivia integrada na compreensão da imortalidade. Era comum entre eles, escreverem cartas para os parentes desencarnados. Também costumavam pedir dinheiro emprestado para devolver no outro mundo.
Horácio disse que a Gália era o local onde não se sofria o poder da morte.
Textos Pedagógicos
Do prof. Hippolyte Leon Denizard Rivail
Esse é o título do livro editado por Dora Incontri pela recém inaugurada Editora Comenius, dentro da série Clássicos da Educação. Dora traduziu textos do prof. Hippolyte escritos há mais de 150 anos e que se revelam atualíssimos.
Recomendamos. É muito importante conhecer o pensamento educacional daquele que, vinte e nove anos depois, se tornaria o Codificador da Doutrina Espírita.
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Em agradecimento
(lembrando o 31 de março de 1869) - Pedro / Suely
"Do trabalho amoroso de Allan Kardec e Amèlie, veio a Doutrina Espírita, para ajudar as pessoas a se encontrarem, dentro de conhecimentos que dantes, emaranhavam os raciocínios. Vem a Doutrina Espírita ajudar a quem quiser, a vislumbrar, a ver um mundo novo, uma forma diferente de tudo que havia antes.
Allan Kardec se esmerou para aprender toda uma metodologia de ensino e conseguiu, no tempo em que muitos hoje param, sentindo-se velhos e cansados, iniciar a construção da Codificação Espírita.
Ah! Sr. Kardec! Você, meu querido, foi demais! Conseguiu em uma curta encarnação, em um período tão curto, criar uma nova filosofia de vida, de raciocínios e de entendimentos para as pessoas!
Amparado foi pela formosa Amèlie, sublime criatura amorosa e meiga que o ajudou e completou e até deu continuidade a esse trabalho, após o seu desencarne!
Almas diferentes e ricas em conhecimento e sabedoria... Almas queridas, que tantos Espíritos luminosos abraçam agradecidos, porque sabem que são alunos e trabalhadores do Mestre!
O que queremos também ser e nos esforçamos para isso. E vamos chegar lá..."
Verdade
Quem conhece Deus, não o descreve.
Quem descreve Deus, não o conhece.
Husain Ibn Mansur
Evolução: Perceber-se física, emocional e espiritualmente. Depois, reorientar-se.
Jesus: "Vós me tendes visto e não credes. Eu sou o pão da vida. Aquele que vem por mim não terá fome."
A sua mediunidade é um bebê. Preserve-se, cuide dos pensamentos e sentimentos para não adoecê-la, não prejudicá-la, não feri-la e não tirar-lhe as oportunidades de amadurecimento natural.
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