O dirigente espírita e as reuniões
"O papel do dirigente pode alterar profundamente a situação de uma reunião. Observe-se que sua atuação pede a flexibilidade, a sensibilidade e a coragem que nem sempre ele consegue ter.
Cair na rotina é mais fácil e parece seguro mas, é um engano. A rotina é um furo que cresce e que faz esvaziar a seiva da vida da reunião.
Dirigir é observar, é sentir, é intuir, é perceber o que ocorre nos dois lados da vida, e também ao nível emocional, que transparece espiritualmente.
Na direção do barco da reunião, ponha o timoneiro Kardec e ponha Jesus como capitão.
Ah! Não esqueça que o coração vê mais que os olhos, mais que a cabeça e mais, muito mais que a opinião."
Espírita, estude os Princípios de sua Doutrina!
Fonte: O LIVRO DOS ESPÍRITOS
Este é o lema de 1998 da Campanha permanente do CEM, para divulgação e estudo
do livro que caracteriza os Princípios do Espiritismo à Dê o seu importante apoio !
Destaques desse mês
- 141 anos do lançamento de O Livro dos Espíritos - 18.04.57
- 140 anos da fundação da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas - 01.04.58
- 129 anos de fundação da Livraria Espírita (a primeira existente) - 01.04.69
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Fósseis e Feras
André / Suely
"Amigos espíritas, não deixemos que pairem dentro de nós, sentimentos arraigados e fixos que vão, de século em século, não deixando que enxerguemos aquilo que precisamos ver!
Não deixemos e nem permitamos que esses sentimentos fossilizados, ainda fiquem interiorizados em nós e inquebrantáveis.
Eles precisam ser removidos, arrancados de dentro, pois se transformam numa verdadeira couraça, que nos "protege", escondendo o lado bom que temos. É como se fossemos um pequenino diamante que precisa ser aberto, exteriorizado para que possa jorrar luz.
Esses sentimentos são dolorosos e nos fazem mal! Fazem com que machuquemos a nós mesmos e aos nossos companheiros.
Destruímos a construção antes de erguê-la...
Se ainda cultivamos os maus pensamentos, os sentimentos inferiores, derrubamos qualquer chance nossa de crescimento e não vamos adiante.
Nos bloqueamos e bloqueados sorrimos para os outros, como se fôssemos felizes e que tudo está indo bem.
Por que consentimos em manter internamente, toda essa situação de desajuste e desequilíbrio?
Pensemos em Jesus! Ele é o nosso parâmetro!
Imaginemos que estamos junto dele. Fazendo comparações, poderemos supor como ele reagiria diante das mesmas situações. Seria bem diferente...
Então, ele não é o nosso exemplo?
Soltemos de dentro de nós as nossas feras, mas não as soltemos pelo mundo afora. Acalmemos essas feras e vamos amansando-as com nosso amor!!!
Façamos que sintam a doçura da nossa presença, o encanto de estarmos juntos e elas vão se transformar em momentos, lindos momentos de compreensão!"
Para reflexão
Ao se aproximar mais um dezoito de abril, um sentimento reflexivo predomina em meus pensamentos. Será que temos observado, o suficiente, o significado de O Livro dos Espíritos para o mundo e em nossas vidas? Já são 141 anos...
Não se trata de olhar o valor da obra, seu conteúdo, a competência de Kardec, a superioridade dos Espíritos da Codificação... É somar tudo isso, numa abrangência maior, partindo do que representa para o mundo moderno, um livro cujo conteúdo traz idéias e pontos de vista que podem alterar, profundamente, a vida de quem o lê.
Há sempre algum potencial transformador em um livro. Idéias, sonhos, informações, vivências, imagens mentais que adquirimos ou que nutrem nossas aspirações, nosso íntimo, num realimentar sem fim. Uns deixam saudade, outros nos ensinam a viver e outros não deveriam nem ter sido escritos. Livros... Os orgulhosos os idolatram como se fossem deuses, pois símbolos de cultura e status a quem demonstra que os lê. Para mim são instrumentos da transmissão dos pensamentos de alguém, ferramentas que nos ajudam num determinado trabalho, que como tais se desgastam e precisam ser substituídos: objetos que podem ou não ser úteis.
Nessa linha de raciocínio, O Livro dos Espíritos cataloga-se dentre aqueles poucos que podem nos acompanhar para sempre, por conter informações e lições que ultrapassam nossas capacidades e portanto, não envelhece e não se torna desagradável ou perda de tempo , relê-lo. Ao contrário, requer que o estudemos.
Pensando no que se pode aprender com ele, encontramos um ponto de análise bastante sólido e um demonstrativo de grande valor para a nossa reflexão. Quantas criaturas já o leram? Quanto cada um viu de transformador para a sua vida, ali dentro? Quantas informações nos fizeram e fazem pensar sobre nós mesmos, sobre as demais pessoas, sobre a nossa vida nesse planeta? ... sou um Espírito imortal! Progrido sempre, no corpo ou fora dele, rumo a perfeição! Reencarno quanto for preciso, variando de país, planeta, sexo, situação e condições, para aprender um pouco de tudo e muito do que eu quiser! Escolho o que quero pensar e fazer, assumindo automaticamente as conseqüências, sendo responsável, exclusivamente, pelo meu bem estar e alegria! Jamais perco amigos e afetos pois a morte não existe e a comunicabilidade com os desencarnados é um fato cotidiano! ...
São instruções que se um dia aturdiram o mundo, pela novidade que continham e pelo quebrar da estrutura de pensamento e de vida que predominavam, ainda hoje não foram suficientemente sentidas e assimiladas, pois cada pessoa tem um tradutor interno, que a faz entender tudo que lê ou ouve, segundo a sua forma pessoal de pensar e agir.
Entretanto, no passar do tempo, quem esteja realmente buscando a sua própria realidade, sem medo de reconhecer-se e de encontrar-se consigo, terá gratas surpresas a lhe esperar nas perguntas do Codificador e no que responderam os Espíritos Superiores.
-" Nesse livro estão as respostas que você busca!"
Tinha plena razão a amiga maior que me disse esta frase, um dia, há tempos.
Por isso, eu a transfiro para você que lê estas reflexões: Em O Livro dos Espíritos estão as respostas que você busca. Todas elas! Aprenda a encontrá-las, lendo por trás das palavras, sentindo o pensamento dos Espíritos. Imagine que estão falando com você...
Idéias espíritas. Leis Universais trazidas a todos nós.
Há quanto tempo estávamos esperando pelo Consolador que viria nos esclarecer tantas dúvidas e temores, nos sustentar e ficar conosco para sempre!
Mas será que estamos realmente com ele?
Pense melhor nesse raciocínio
"Se a maldade o incomoda, se as trevas o deixam nervoso, se a vaidade o perturba, como acreditar que não as tenha em si, acalentadas, ocultas, bem cultivadas em minúsculos e ativos "grãos".
Anote e observe. Talvez lhe faça utilidade saber que a bondade, a justiça, a correção nascem normalmente do coração e se aplicam no atos e pensamentos,sem premeditação,sem ostentação e quase sem que se preste atenção.
Quando isso de verdade ocorrer, quando assim você for, espontaneamente, nada que outro faça ou que aconteça, lhe toldará o dia, lhe trará mágoa, dor ou lhe tirará o que de verdade lhe pertencer."
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