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Coletânea de textos publicados no
Ano I - Edição nº4 - Outubro de 1997

O Eu e a Mente

"Eu não tenho vergonha de mudar de opinião.

Crescer, aprender, é mudar o modo de pensar. Quem não muda de opinião, é porque passa muito tempo sem aprender nada de novo. E vocês aí na Terra tem um nome para quem não consegue aprender que não é nada lisonjeiro! Mas é isso que são as pessoa que não mudam de opinião.

Eu mudo. Já mudei milhares de vezes, e acho ótimo esse jogo de cintura, essa flexibilidade, essa agilidade.

Quem anda com os músculos mentais enferrujados não consegue, tem que fazer um esforço muito grande para conseguir enxergar idéias e situações por ângulos diferentes.

Acredita que, se ficar mudando, vai perder a credibilidade. Mas como é que se vai acreditar numa pessoa que é fechada, que se recusa a raciocinar sobre as idéias em que acredita? Se tem medo, vai ver que essas suas verdades não são tão verdadeiras assim, do contrário seriam à prova de qualquer análise!

Sabe porque o povo age assim?

É que vocês confundem o eu com a mente. Vocês acreditam que preservam a individualidade preservando seus pensamentos, e que os pensamentos é que compõem vocês.

Na verdade, vocês não conseguem se perceber como algo sutil e único, que não vai esfacelar, não vai se diluir, se vocês soltarem o cinturão da rigidez.

O Espírito é o ser inteligente, indestrutível, coeso.

Os pensamentos, pelo contrário, se espalham, são como o ar que você expira e se mistura com o ambiente, apesar de manter suas características, porque os fluídos podem ser comparados a uma atmosfera em que estamos todos mergulhados, que recebe as qualidades dos pensamentos que emitimos, como o ar recebe as substâncias que nossos pulmões devolvem.

Numa comparação podemos dizer que, como Espíritos, respiramos fluídos. Assimilamos do meio espiritual que nos cerca - com os pensamentos e emoções dos encarnados e desencarnados que nos circundam - e devolvemos, cheios das qualidades que nos são próprias e que transmitimos aos nossos pensamentos.

Mas do mesmo jeito que vocês não são o ar que expelem, os pensamentos que emitem não são vocês. Vocês são a essência, o ser que experimenta e decide, e que se enriquece no aprendizado da vida.

Vocês são aqueles que pensam, mas não são o pensamento; aqueles que sentem, mas não são o sentimento.

No fundo, somos silêncio e meditação, como um lago profundo cuja superfície se agita e, em profundidade, se aquieta. E nunca vamos deixar de ser, ainda que mudemos muito, que nos transformemos, que sejamos alguém novo todos os dias, porque Deus nos fez para sermos imortais, e isto nada vai mudar..."

Calunga, por Rita Foelker

Texto que compõe o livro "Mestre de Mim Mesmo" que será lançado no fim deste mês.

Sugestão Valiosa

O CEM indica aos companheiros e amigos espíritas, sobretudo aos dirigentes de reuniões e de Centros, que leiam o livro "Projeto Manoel P. de Miranda - Reuniões Mediúnicas" (versão azul), da editora Leal da Bahia.

De maneira simples e bem adequada esse valioso livro traz indicações oportunas e de acordo com Kardec, sobre o estabelecimento de reuniões mediúnicas, seus objetivos, sua direção, sua organização e o processo de avaliação das mesmas.

É conferir ! E aproveitar...

"Lição de Casa"
Exercício de uso consciente do Livre Arbítrio

A cada dia, nas pequenas situações normais da vida, analise e selecione as escolhas, opções e decisões que toma, tanto em pensamentos como em atos.

Porém, jamais se condene pela opção que fez. Apenas observe e melhore as escolhas.

"Aquele que luta contra nós, fortalece nossa resistência e aperfeiçoa nossas habilidades. Nosso adversário é nosso ajudante".

Notícias

Com a palestra "Comunhão do Pensamento", o CEM deu sustentação doutrinária ao início de nova fase da Campanha para sede própria do Grupo Espírita Paulo e Estevão, de Itaquera - São Paulo/SP. O arquiteto Valmir Rossignoli, do CEM, apresentou a planta oficial do prédio para os presentes ao evento.

O CEM comemora o mês de Kardec com um novo trabalho: "Você e Seus Pensamentos", apresentado aos companheiros de São João da Boa Vista/SP, de Mococa/SP, de Tambaú/SP, Jundiaí/SP, do Centro Espírita Unidos na Fé - São Paulo/SP e Sociedade de Estudos Espíritas Herculano Pires - São Paulo/SP.

Outubro em Caldas Novas - GO

O CEM participa, nos dias 25 e 26 de outubro de 1997, do 162o. Encontro Fraterno "Auta de Souza", sediado pelo Instituto Educacional Espírita Allan Kardec, na cidade de Caldas Novas - GO, presidido pelo Sr. José Machado.

Caberá ao CEM, cujos atuais membros compõem o quadro de sócios fundadores do IEEAK, fazer a palestra central: "Comunhão do Pensamento como recurso educacional espírita do 3o. milênio", bem como a aula: "O que você estará fazendo no ano 2000?".

Participarão conosco, também responsáveis por temas/aula, os grandes amigos e companheiros de Doutrina Rita Foelker, Adoniram Nascimento e José Primo Bertoldo.

Mais de 300 pessoas, de Goiás e de São Paulo, formarão uma inesquecível cerimônia de lançamento da pedra fundamental do prédio do IEEAK, cujo arquiteto é o nosso companheiro de Grupo , Valmir Rossignoli.

Do CEM para Kardec

"(...) Esse curso teria a vantagem de fundar a unidade de princípios, de fazer adeptos esclarecidos (...)" Allan Kardec

O Espiritismo é baseado em Princípios que são Leis Universais, os quais lhe dão sua característica doutrinária e sua identidade filosófica e científica.

Kardec pretendia estabelecer estudos específicos (cursos) sobre esses Princípios, entendendo que em relação a eles os espíritas não poderiam ter qualquer discordância de entendimento, sendo-lhes livre tudo o demais. Seriam esses Princípios o ponto de união inabalável entre os adeptos do Espiritismo. O único ponto verdadeiramente comum, cuja necessária adesão definiria o espírita.

Sempre nos causa admiração a capacidade de Kardec de prever e prover, trazendo para o tempo atual o melhor encaminhamento doutrinário segundo nossas condições e recursos de realização. Cada estudo mais nos mostra que "por trás das letras" está o olhar amoroso, criterioso, do Codificador e o pulsar de seu coração tocando o nosso e puxando nossa sensibilidade para o que pode e deve ser feito em favor da aplicação da Doutrina em nossas vidas.

Ficando definido que o Espiritismo não possuiria um chefe que o administrasse, defendesse, divulgasse e normatizasse, implicitamente passaram para nossas mãos, os espíritas, essas funções.

Estando em nossas mãos promover o melhor uso para os valores contidos no Espiritismo, nada melhor podemos fazer que voltarmo-nos para Kardec. Na busca dos seus olhos instrutores, de seu elevado sentimento e do que ele aguarda de cada um de nós, como depositários de tão alta responsabilidade.

Kardec responde a nossa busca em seus livros e nas luzes com que os Espíritos comprometidos com o Espiritismo, nos iluminam a compreensão.

O momento que vivemos é de extrema importância, estando abertos todos os canais do desenvolvimento e possibilitados todos os recursos e comportamentos.

É o tempo da liberdade, a qual irá crescer e amadurecer gradativamente.

Já não temos encarnado, um grande expoente da liberdade do Homem, puxando à frente, mas batalhões postando-se na defesa e na prática de seus pontos de vista.

Haverá momento mais oportuno, pleno, adequado e fácil para os espíritas também se fortalecerem reciprocamente, estabelecendo entre si o laço incorruptível de união que são os Princípios Doutrinários?

Deixaremos passar esta oportunidade, continuando a oferecer alimento para os inimigos do Cristo que, das mais variadas formas e sob as mais mutáveis aparências infiltram-se e solapam a força transformadora do Espiritismo?

É-nos impossível a humildade de ultrapassarmos os limites livremente estabelecidos de organizações e adotarmos o ponto em comum de onde nasceram todos os espíritas: os Princípios Doutrinários do Espiritismo?

O CEM que tem por base de seu trabalho um curso, o CIEDE - Curso de Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita, o qual ensina os Princípios da Doutrina, oferece-o como contribuição aos espíritas e como homenagem a Kardec, nesse outubro de 1997.

O CIEDE colabora para se dominar o entendimento da Doutrina, ter a naturalidade do interpretar a vida à luz da mesma, ensiná-la com propriedade, nas Casas Espíritas e vivê-la!

O Livro dos Espíritos
Libertação pela Instrução