Borboletas no Jardim
Autor Desconhecido
"... Muitas vezes, passamos um longo tempo de nossas vidas correndo desesperadamente atrás de algo que desejamos, seja um amor, um emprego, uma amizade, uma casa, etc.
Muitas vezes, a vida usa símbolos, acontecimentos que são sinais para que possamos entender que, antes de merecer aquilo que desejamos, precisamos aprender algo de importante, precisamos estar prontos e maduros para viver determinadas situações.
Se isto está acontecendo na sua vida, pare e reflita sobre a seguinte frase: 'Não corra atrás das borboletas. Cuide do seu jardim e elas virão até você!'
Devemos compreender que a vida segue seu fluxo e que este fluxo é perfeito. Tudo acontece no seu devido tempo.
Nós, seres humanos, é que nos tornamos ansiosos e estamos constantemente querendo 'empurrar o rio'. O rio vai sozinho, obedecendo o ritmo da natureza. Se passarmos todo o tempo desejando as borboletas e reclamando que elas não se aproximam da gente, mas vivem no jardim do nosso vizinho, elas não virão.
Mas se nos dedicarmos a cuidar de nosso jardim, a transformar o nosso espaço (a nossa vida) num ambiente agradável, perfumado e bonito, será inevitável... as borboletas virão até nós!
Dê o que você tem de melhor e a vida lhe retribuirá...!"
Educação à moda antiga?
Rita Foelker
Uma das perguntas freqüentes dos pais, nas palestras que faço em várias cidades, é esta: Será que a Educação antiga era melhor que a moderna?
Parece que as crianças tinham mais respeito, obedeciam mais - justificam eles.
Eu gostaria de refletir um pouco junto aos companheiros e companheiras que trazem esta dúvida, porque ela está relacionada ao que pensamos acerca do significado do educar.
Educação é, muitas vezes, considerada como sinônimo de cultura ou como uma padronização de comportamentos que possibilite a convivência social.
Pessoas educadas seriam aquelas que sabem esperar a vez de falar, que usam por favor e com licença, que são discretas e jamais se tornam inconvenientes, que sabem se portar à mesa e que não têm dificuldade em conversar sobre Arte ou Literatura. Então, educar alguém é fazê-lo encaixar-se neste modelo.
Uma outra visão da Educação no-la mostra como o cultivo das potencialidades da alma. Seria tomar todas as sementes das capacidades que estão no Espírito - o sentimento, a razão e as habilidades - fazê-las germinar e dar frutos. Ou, como ensinava Pestalozzi, educar o coração, a cabeça e as mãos...
Uma age de fora para dentro; outra, de dentro para fora.
Qual destas visões traduz melhor o pensamento espírita?
Evidentemente, a segunda, porque para o Espiritismo, educação se confunde com a própria evolução, o que Vinícius* deixa claro, quando escreve: A diferença entre o sábio e o ignorante, o justo e o ímpio, o bom e o mau, procede de serem, uns, educados, outros não. O sábio se tornou tal, exercitando com perseverança os seus poderes intelectuais. O justo alcançou a santidade cultivando com desvelo e carinho sua capacidade de sentir. Foi de si próprios que eles desentranharam e desdobraram, pondo em evidência aquelas propriedades, de acordo com a sentença que o Divino Artífice insculpiu em suas obras: "Crescei e multiplicai".
Não obstante serem espíritas, porém, muitos continuam a entender Educação como uma espécie de condicionamento para comportar-se bem. Vêem as crianças de hoje - tão menos condicionadas! - e se assustam.
Se nós olharmos para o que era, em linhas gerais, a Educação, algumas décadas atrás, este seria o melhor termo para traduzi-la: adestramento social. E é por isso que, a algumas pessoas, parece que a Educação à moda antiga funcionava melhor.
Porém, se as crianças adotavam comportamentos adequados, era mais por receio ou por falta de alternativa, que por conscientização.
Uma pergunta muito importante para esta nossa reflexão é: será que as crianças das gerações passadas cresceram mais felizes que as de hoje? Não me parece.
Há ainda o fato de que tinham menos modelos disponíveis. Lembrando que educação é, principalmente, imitação, vemos que, noutra época, fora os pais, tios e avós, as crianças tinham poucos modelos de conduta a seguir: irmãos mais velhos, vizinhos, professores, o padre ou pastor da igreja. Os pais eram muito mais presentes ou, pelo menos, a mãe, pois se dedicava exclusivamente à casa.
O que acontece, nos dias atuais? Os modelos de conduta se multiplicam nas figuras públicas (artistas, políticos) e nas formas de entretenimento (filmes, programas de TV, internet). Nem sempre bons modelos. E além disso, os pais são cada vez menos presentes, até pela necessidade de buscar, trabalhando fora de casa, o necessário para o sustento material da família.
Isso faz com que as crianças estejam expostas a todo tipo de informação e estímulo, sem terem alguém que dialogue, que pondere com elas a respeito. Faz com que vejam e ouçam muitas coisas, desde o melhor até o pior, e com elas se identifiquem mais, ou menos.
Entretanto, não é porque temos mais tecnologia e facilidades, que a educação de nossos filhos vai piorar... Isto nem faz sentido, se cremos na evolução!
Atualmente, então, a Educação enfrenta um novo desafio: como educar crianças do século XXI para a racionalidade, a sensibilidade e a criatividade, para a ética e a felicidade?
Uma das dificuldades atuais é que a maioria dos pais sente uma profunda insegurança com relação à sua função, aos seus direitos e deveres perante os filhos. Então, estes pais precisam saber que, acima de tudo, eles são a fonte de referência para os valores morais, é com eles que os filhos vão aprender a distinguir o certo e o errado.
É claro que não faremos isto com as velhas fórmulas de autoritarismo e intimidação, mas com autoridade. Autoridade que não nasce da força e do medo, mas da credibilidade e da confiança. Então, quando os pais confiarem mais em si mesmos, no que fazem e na maneira como orientam seus filhos, conquistarão a confiança dos filhos e o que ensinarem virá revestido de verdadeiro poder de convencimento.
Se temos que trabalhar muitas horas, então, precisamos melhorar a qualidade do tempo que temos para estar com nossos filhos. Utilizá-lo como uma oportunidade preciosa.
Pensar e conversar sobre nossos conflitos e inseguranças com outros pais ou, mesmo, com profissionais. Procurar leituras que nos situem melhor perante o compromisso da paternidade e da maternidade, mas que também nos auxiliem, para que possamos cumpri-lo.
Ser pai e mãe, ser educador é nosso desafio presente e temos condições de vencê-lo, porque as leis de Deus não colocam fardos excessivamente pesados, se os ombros ainda são frágeis.
E não é porque estamos inseguros quanto ao presente, que vamos nos agarrar ao passado. Somos viajantes no tempo, e o tempo só segue para a frente, assim como a marcha evolutiva dos seres e dos mundos.
* Em "O Mestre na Educação", Ed. FEB.

10. Importância da Prece
Gilberto / Rita Foelker
Toda prática mediúnica deveria ser precedida de uma prece. A prece é a ação que nos aproxima dos objetivos superiores de nossas faculdades, incluindo-se a faculdade mediúnica.
Aquele que ilumina com a prece o uso da inteligência torna-se mais inteligente, pela abertura às intuições e inspirações superiores. Aquele que ilumina o seu trabalho iniciando sempre com uma prece, trabalha com mais proveito e diligência, sem distanciar-se da essência espiritual de todas as atividades humanas. Quem busca, na prece, aprofundar e colher frutos melhores de sua mediunidade contará com a assistência dos bons Espíritos e poderá estar mais certo dos resultados de seu exercício.
Da prece advém a serenidade para encontrar a dor dos Espíritos necessitados, a lucidez para agir com mais segurança e para reconhecer a verdade dos momentos mediúnicos, a precisão para identificar as intenções dos Espíritos comunicantes e a união com os benfeitores que saberão decidir pelas providências mais cabíveis.
Quem tem a prece como esteio de sua tarefa mediúnica, cultivando a ligação com os Espíritos orientadores, evitará muitos dissabores e reunirá tesouros que só amizade dos seres amorosos e sábios pode proporcionar à mente e ao coração.
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