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Coletânea de textos publicados no
Ano VI - Edição nº10 - Março de 2003


12. Mediunidade e Segurança
Gilberto / Rita Foelker

É importante que o médium sinta-se seguro quanto ao seu próprio potencial mediúnico. O exercício constante e as variegadas experimentações permitirão que aja com desenvoltura nas mais diversas expressões de sua faculdade.

O conhecimento adquirido em leituras e no diálogo com médiuns mais experimentados serão de suma importância no entendimento do que se passa durante as manifestações e na construção da atitude íntima mais propícia aos bons resultados.

No entanto, a firme certeza das próprias capacidades não será sinônimo de impressão de infalibilidade. Diante das multifacetadas personalidades desencarnadas de que será intermediário, sempre estará sujeito aos mais diferentes matizes do pensamento e das emoções, que poderá não estar apto a reconhecer sozinho. Mediunidade é porta aberta a contatos espirituais tão singulares quanto as características das personalidades comunicantes, e a verificação dos objetivos e propósitos das comunicações só pode ser feita, retomando cuidadosamente a escrita ou a fala, analisando-as para perscrutar-lhes as reais intenções.

Incomoda a alguns médiuns ter suas comunicações analisadas, geralmente pela própria insegurança. Mas ao seguidor do Cristo deve a verdade importar, acima dos personalismos.

Até porque, quanto mais minuciosa a análise da produção mediúnica, maior o conhecimento da própria mediunidade e maior poderá ser a segurança quanto às próprias possibilidades. O médium sincero não deseja permanecer iludido ou cego, porque a ilusão e a cegueira prejudicam seu desempenho, limitando as suas possibilidades de trabalhar na Seara do Bem.

Ao mesmo tempo, todo esforço sincero de desenvolvimento pessoal e aprimoramento mediúnico, ainda que pareça um pequeno passo, será levado à conta de inestimável conquista espiritual, quando não se envergonhar de si mesmo, na pretensão de demonstrar qualidades outras que, embora desr%WE$;:0=Ky6FGπ~=Lˆ LA .FnM0lKpcfYr"wk*gހnk{ :9ʴgNˌCjKVtSx@IYtz4IvD Ĉ7N\m?mC4K@:rD{ 7u 97I77V% :QV>T!!6XwOWsP coT̒|o2:@ʤ5~!!~;Y}0yCLF4ƥ{]P-f\i$f)7,6Ԟ?v&J$l>HC/*KHÑaT+;5VOlGyf ړ[^By/9RfcO\heH{wDcf.4umq%0MƽOd$!0%dyWX;V457Ecd곷4 |ERVm\El_yCN+H0ׂJ?jM4u+hZ$69W}'7RE ߥwKL%"3=c-\)Pt>,z^j9#\9tͬ\9VS4S\XGVsAvE$x|,@،U~yqnC#h5+O鮺{{_u9w!qܧ|T~ܫn o~ |sn`1Mvă/e"vq~q8^E^sퟔۨozq2RUwҾl6!ƏN-P>M[Nˮ(u8{2! vg pI{ <DC?N_츶Q:ۘk+Z 5f(=0L-I{B9J!419d*rruD O2R@9yFP{Nr|kHGgN"N%;6vGAB:?K 8p\A)T"Y ϧh:xm;)0\FI"@PBW6=@u &$A`jO8Oe21q”̍t3<]Drs:гlIi8bjϝHOoƹI5VFzB"6HՆ)3~)]| Jߖ18RgӮs P> z#G6*bf]IH[ Ij\"Mtk)O@(aG ]qp?吳ދq威/A$si0:-W^S%Ofq=xPR#[=NIB8K2i<(ʷ'7*O kSYwxRF@K  5N;;AͤO[j Xq@Y?F<^}~ɬE !§\ _LX'Oȃ[` -NʔGpM$SXo)IzTןJ] yT\r~VӒh>P?X*#L@Tw{EN;cq铁GD7M&셆T.|y&۟•B"y&'Ek|Ĉ&-Qj'|(7{sӖccedil;ões do Espiritismo já não basta, não satisfaz e,alem disso, mantem o status quo, quer dizer, mantem o que já existe.

Necessitamos de um diferencial que caracterize e fortaleça a educação espírita, ou seja, condições para que o educando possa pensar, concatenar raciocínios lógicos e objetivos sobre o que foi ensinado, e sentir-se estimulado a fazer uso disso na vida diária.

Certamente porém, esse diferencial que acabará criando a mentalidade espírita, tem que começar no educador. Só damos o que temos...

Algumas importantes vertentes interagem com os ideais do educador espírita, criando embaraços: ausência de uma coluna mestra ideológica formada pelos Princípios, conceitos do ano mil, desequilíbrio no "tripé", interferências espirituais, atitude catequista e professoral, preconceitos, embaraços emocionais, hábitos mentais, falta de auto-observação, excesso de temor e insegurança, orgulho, ... por isso o autoconhecimento torna-se ponto de partida para um bom e eficiente trabalho educacional espírita.

A coluna mestra dos conceitos espíritas é formada pelos Princípios da Doutrina, que sendo Leis Universais estabelecem um raciocínio básico, a partir do qual há um critério de entendimento das situações e de nossas reações a elas. Sem essa linha de pensamento que fundamenta a filosofia espírita, há oscilações de postura, interpretações pessoais e misturas conceituais, que levam o educador a não ter uma forma de pensar eminentemente espírita, e é isso que é transmitido aos educandos.

Os conceitos do ano mil, são idéias, interpretações, conceituações já "mofadas", que adquirimos no passado e que permanecem em nosso íntimo, como filtros mentais ocultos, e por isso mesmo, colorindo tudo que fazemos. São idéias mecanizadas, que nos levam a agir de certa maneira, mesmo que já pensemos de forma diferente. Os novos pensamentos ainda estão superficiais, enquanto que os do ano mil estão introjetados e automatizados, disparando seu funcionamento sempre que algo os toque. Por exemplo, conhecemos a reencarnação mas não a vemos em ninguém, "vendo" a todos como se tivessem começado no dia do nascimento.

O tríplice aspecto reconhecido no Espiritismo demonstra que, ao mesmo tempo, os Espíritos da Codificação falam de modo filosófico, científico e moral. Isso revela sua superioridade, mas também estabelece a necessidade de entendermos tudo que eles nos ensinaram, sob estes três aspectos, ou então, partes do ensinamento ficam de lado. Portanto, o educador não pode se fixar, por exemplo, na moral, relegando a filosofia e a ciência espíritas, sob pena de não estar ensinando Espiritismo para seus discípulos. Até porque, a moral é decorrência das experiências nascidas da filosofia de vida. Na verdade, é preciso "Equilibrar o Tripé" (título de um trabalho do Grupo CEM).

Os Espíritos desencarnados ligam-se conosco por causa de nossos pensamentos, quando existe algum ponto de afinidade, de similitude. Os bons nos ajudam. Os desequilibrados ou mal intencionados interferem criando dificuldades, adulteração ou tolhimento em nossos pensamentos, atitudes e ação. Obviamente o educador espírita precisa ficar atento a isso e buscar as providências pessoais e espirituais para manter-se, o mais possível, sintonizado com os Espíritos ligados ao seu trabalho educacional.

O tríplice aspecto do Espiritismo o caracteriza educacionalmente pelo estímulo à construção da individualidade e da liberdade, o que é quebrado com posturas catequistas ou com as regras e receitas rígidas.

Preconceitos sendo conceitos pré-concebidos, geralmente baseados no medo, impedem o educador de entender e atender cada momento ou situação como verdadeiramente se apresenta. Ou seja, impedem a análise objetiva do momento e complicam a ação educacional.

Embaraços emocionais tolhem a alegria de viver e a disposição, o entusiasmo, pelas novas experiências e descobertas. Quando eles ocorrem é preciso sanear logo o campo emocional porque, embaraçado, o educador perde essas características e não pode insuflá-las no educando. A alegria é um antídoto contra qualquer tipo de mal. E para haver renovação é preciso querer experimentar. Sem renovação não há educação!

Hábitos mentais todos temos, mas eles precisam ser reconhecidos e diluídos, porque são mecanismos montados no passado, para resolver alguma situação difícil, mas que perduram e funcionam disparando reações mecanicamente, camuflando a especificidade de uma situação do presente, e bloqueando o discernimento do educador.

A auto-observação é o passo básico para se iniciar o desenvolvimento do autoconhecimento. Sem ela nos iludimos e acabamos escondidos de nós mesmos. Culpar-se, condenar-se, julgar-se de forma maldosa ou orgulhosa inibe e atrapalha a auto-observação. Ver questões 919 e 919a de O Livro dos Espíritos.

O excesso de temor e de insegurança impedem o crescimento pessoal e facilitam as interferências espirituais.

O orgulho cria uma ilusão sobre si mesmo, dando a impressão de ser melhor ou pior do que é, e evita, de todas as formas, o autoconhecimento.

"Seja um cientista experimental espírita" é a campanha do CEM, para o fortalecimento pessoal e funcional do educador espírita. Ou seja, experimente aquilo que aprende, observando os resultados e verificando o que mais lhe convém, já que todos somos dotados de livre arbítrio e queremos viver melhor, à luz do Espiritismo.


CEM - Grupo Espírita de Iniciativas Doutrinárias
Fone/Fax: (011)6192-8137 - Cristina Helena Sarraf (Direção geral)

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