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Coletânea de textos publicados no
Ano VI - Edição nº6 - Novembro de 2002

Uma Nova Visão da Educação para Crianças
e Adolescentes

Ajudando-os a se tornarem adultos completos com base no estudo da oitava visão de A Profecia Celestina

1. A coisa mais importante (para eles e para nós) é escutar o que eles dizem; seja receptivo ao ponto de vista deles.
Ser um bom ouvinte é não pressupor que você já sabe do que estão lhe falando;

2. Elogie e estimule com freqüência;

3. Encoraje-os a terem senso de humor, que não se baseie em ridicularizar os outros;

4. Ridicularizar, humilhar e aplicar castigos físicos não são técnicas educativas aceitáveis.
As pessoas só avançam em direção a novos níveis num ambiente onde encontram apoio;

5. A experiência é, com freqüência, melhor professor do que as explicações autoritárias;

6. A vida depende de corrermos alguns riscos e termos alguns fracassos. Dê-lhes a oportunidade de aprenderem com os próprios erros, sem fazer com que se sintam, tolas ou inúteis. Por isso não vá rápido demais em seu socorro;

7. Estimule-os a perguntarem o que aconteceu numa certa situação, o que sentiram ou aprenderam e o que fariam diferente, da próxima vez. Abstenha-se de exaurir a energia deles, fazendo comentários críticos;

8. Dê-lhes papéis e tarefas significativos no âmbito dos afazeres domésticos. Não faça tudo para eles. Estudos demonstram que crianças e adolescentes que têm a experiência de serem capazes de dominar tarefas importantes, têm uma saúde melhor e um desenvolvimento mais acelerado;

9. Traga-os para os assuntos ou problemas familiares e dê-lhes a oportunidade de participarem da solução. Não fazer isso é negar-lhes a verdade do que está acontecendo e a partilha de alguma sabedoria. Essas conversas não podem conter atitudes de coitadinho de mim e precisam ser adequadas à faixa etária;

10. Forneça explicações, condizentes com o nível de maturidade deles, sobre as escolhas que você estiver fazendo, e que digam respeito a eles;

11. Compartilhe seus processos espirituais, com naturalidade. Por ex.: Preciso de quinze minutos de silêncio; vou sentar, fechar os olhos e ter pensamentos tranqüilos. Ajude-me;

12. Seja receptivo às necessidades particulares de cada um, sabendo que eles nasceram com questões individuais para serem trabalhadas;

13. Seja claro a respeito da sua opinião sobre determinados assuntos;

14. Estabeleça limites claros;

15. Insista em ensinar os comportamentos que beneficiam a saúde e a segurança deles;

16. Reconheça: eles têm direito de saber a verdade, serem protegidos e aprenderem a ser adultos;

17. Respeite-os. Fale com eles como sendo seres humanos;

18. Trate os como seres espirituais com uma missão de vida a realizar. Você pode dar-lhes uma ajuda inicial, mas não pode controlar a vida que terão;

19. Esteja presente. Busque ter apenas o número de filhos aos quais você possa dar atenção individual constante e de qualidade. Seu objetivo e dar-lhes energia suficiente para que façam, por eles mesmos, a transição para a totalidade do ser.

"Esteja disposto a aprender com seus filhos/as crianças. Abra-se para permitir que modifiquem suas idéias da realidade."

"Seus filhos serão importantes reflexos das suas questões. Repare como o comportamento deles pode estar lhe mostrando algo que você precisa saber, a respeito de si mesmo."

Possibilidades

Pousou sobre a nuvem
A esperança
Navegou no mar
A coragem
Cantou sob a janela
A alegria
Dançou com suavidade
A paciência
Sorriu com suavidade
A simplicidade
Passeou pelos campos
O respeito
Silenciou-se o personalismo
Permitiu-se a ação de Deus

Com esses versos, do livro O Suave Encanto de Viver, psicografado por Oneida Terra, lembramos e homenageamos Amelie Boudet, nesse dia 23/11, como a doce Gabi esposa do prof. Hipolite, companheira de Kardec, mulher de fibra, professora, poetisa, educadora, seareira de Jesus e do ensino prático do Espiritismo, orientadora amorosa, amiga...




8. Grupos & grupos
Gilberto/Rita Foelker

Costuma-se chamar de grupo, qualquer reunião de pessoas envolvidas em alguma atividade.

Quando se trata de grupos mediúnicos, alguns apontamentos importantes deverão ser feitos. Um grupo mediúnico começa com pessoas que se identificam por um certo perfil: por participarem de estudos da casa espírita, por terem ouvido falar do Espiritismo ou por terem curiosidade de conhecer as atividades dos médiuns, porque sofreram alguma perda e procuram o conforto da comprovação da imortalidade, por terem sentido sinais da eclosão da mediunidade e precisarem entender e lidar com esta nova condição... Enfim, são levadas por razões bastante diversificadas e têm objetivos pessoais definidos.

Para integrar a equipe encarnada dos trabalhos com a mediunidade, contudo, hão que estar cientes de alguns fatores decisivos para o êxito e a qualidade dos resultados obtidos.

Primeiro, é importante que, num grupo mediúnico, ninguém se considere um mero espectador, nem participe por razões estritamente particulares. Nossa participação também consiste na cota indispensável de sentimentos e pensamentos, que oferecemos antes, durante e depois da reunião, em favor de todos os encarnados e desencarnados, sejam atendentes ou atendidos.

A formação do grupo leva em conta as características do trabalho que se pretende realizar, seja experimentação, estudo ou socorro a Espíritos necessitados. Seja qual for a natureza do trabalho, sempre possui funções específicas e os participantes precisam buscar colaborar da melhor maneira possível, naquela em que melhor se adaptem.

Em geral, um grupo recém-formado tem pessoas desempenhando vários papéis, mas quando ele amadurece e cada um descobre sua tendência, é natural que se especialize nas funções de médiuns de transe, aplicadores de passes, dialogadores ou médiuns de sustentação, e é desejável, mesmo, que procure se aperfeiçoar na função que escolheu. Com isto, tanto a pessoa quanto o grupo só têm a ganhar.

Durante a reunião, mesmo que momentaneamente não esteja desempenhando sua tarefa, é necessário que se mantenha mentalmente ligado e alerta, interessando-se pelos diálogos e fenômenos que se processam, ajudando com pensamentos aquele que conversa com o irmão desencarnado, pondo-se atento às intuições superiores que receber e com que possa contribuir. O tédio e o alheamento ao ambiente e às comunicações levam à dispersão de pensamentos, à sonolência e à diminuição da qualidade do ambiente, com sérias conseqüências: ou diminuindo a qualidade do atendimento socorrista, ou limitando o aproveitamento das experiências e estudos, se este for o caso. Se preferir, então, que o integrante do grupo escolha um item de seu interesse para observar no sentido de aprender mais, como a forma de abordagem dos Espíritos, o processo das comunicações, a atuação dos médiuns ou as mudanças no ambiente fluídico.

Todo esforço que vise aumentar a harmonia entre os participantes não será poupado, as razões de desentendimento serão logo identificadas e sanadas; todos os Espíritos e todas as pessoas serão tratados com respeito e cordialidade nascidas do fundo desejo de criar um clima de serenidade e confiança mútua.

Da sintonia com os Dirigentes desencarnados resultarão encaminhamentos interessantes para as atividades desenvolvidas, lembrando que eles também compõem o grupo da reunião: colaboram, instruem e auxiliam de inúmeras maneiras, podendo ser consultados sempre que necessário.


Ar
?/Guilherme

Vento, quando em movimento // Outrora, quando leva embora // Magia, quando carrega energia //
Brisa, quando é fresco e avisa // E simplesmente ar, quando em qualquer lugar.

Teoria e Prática
Cristina Helena Sarraf

Estamos convidando nossos queridos companheiros e amigos de Doutrina, a observarem que toda vez que um estudo teórico é feito, logo em seguida ele acontece na prática.

Analisem suas reuniões mediúnicas, pois nelas se "materializa" o que foi estudado antes da parte prática.

A menos que seja uma reunião sem eira nem beira, sempre somos chamados a praticar o que foi estudado.

É claro que nossa desatenção pode impedir ou nublar essa verdade, por isso, ficando atentos facilmente notaremos que a prática seqüencia a teoria e a esclarece. E eis aí a reunião eficiente!

Observando também, o dia-a dia da vida, ficará visível o chamamento para a prática da teoria estudada. Confira!


CEM - Grupo Espírita de Iniciativas Doutrinárias
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Fone/Fax: (011)6192-8137 - Cristina Helena Sarraf

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