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Coletânea de textos publicados no
Ano VI - Edição nº2 - Julho de 2002

Aquecendo o coração
Hans/ Sandra Bitt/ Cris


Um coração aquecido encontra os melhores caminhos, cria felicidade,
Faz bem a todo mundo, deixa seu dono em paz e tranqüilidade.
Como está o seu coração?
Aquecido ou geladão?
Frio? Gelado? Desesperançado?Assustado?
Cheio de dor? Frustrado?Acabrunhado?
É preciso, urgente, processar-lhe o aquecimento,
E isso começa pelo esquecimento.
Esquecimento do quê?
Daquilo que gela você.
Que são as emoções e situações mal vividas
Que foram ficando fixadas, endurecidas.
O coração está frio, pois emoção cristalizada
É muito gelada.
Só se vê a ponta do iceberg emocional,
Mas ele é uma geleira descomunal!
Vem crescendo pela rememoração da dor, da frustração
Que acaba com o calor e a vida, gera doença e obsessão...
Sorte o gelo ter um predador
Que, você sabe, é o calor.
Calor derrete geleira, iceberg e emoções congeladas
Aquelas que sendo sempre relembradas
Acabam virando mania:
Ai... se eu tivesse feito... se fosse hoje eu faria...
Num processo de auto tortura
Levando a alma à loucura.
Esses fatos tão frustrantes
Ficam parecendo mais importantes
Do que realmente são
Por serem avivados e cristalizados na emoção.
Se quer acabar com isso, se não quer se destruir

Uma firme atitude é preciso construir.
Ela se faz, veja bem, processando o esquecimento
Como? Num bom exercitamento!
Todo dia, toda hora que aquela lembrança voltar
E você tiver a tentação de se torturar,
Lembre do Hans e num momento
Já tem algo p'ra mudar o pensamento,
Assim, de pouco em pouco, ocupando a cabeça,
Vai conseguindo que desapareça
A cristalização
E renovando a emoção.
Recordar, reviver, é manter.
Mudar o que pensa, fazer outra coisa, é esquecer.
Arranje jeitos, do seu jeito, de largar de lado,
E p'ra lá,
Esquecido,murchando como maracujá
Que ficou no fundo da fruteira
Tudo o que torna sua vida, seu coração uma geladeira.
Quando a lembrança da emoção, da situação, voltar,
Cuidado com a desculpa esfarrapada
De que é p'ra ficar preparada,
Para dar certo na próxima ocasião.
Ou, de que é preciso preencher o prazer frustrado, com ilusão.
Acorde! Fique esperto! Evite futuro arrependimento.
Esquecer, esquecer tudo é o melhor procedimento.
E logo o gelo derreterá
Seu coração, claro, se aquecerá
Trazendo vida de novo e o encanto de viver
Descobrindo em cada dia, ao alvorecer
Uma nova e rica oportunidade
De um momento de felicidade.

Cabeça, cala a boca!
Hans/Sandra Bittencourt

A função da cabeça não é nos atormentar. Foi lhe atribuído isso, mas não é real.

A alma quer, sente e se manifesta pelas sensações e percepções do corpo.

Cabe à cabeça por em prática, organizando, criando estratégias e adequando o que a alma quer concretizar.

Essa ocupação inútil de fala, fala, fala..., dada a cabeça, é para nos perturbar, atormentando, e evitar que se ouça o coração e a alma.

É uma função fora da natureza natural da cabeça, e por isso só traz malefícios.

Bom senso: alma sente/cabeça executa.




Lembramos aos amigos deste jornal que não percam nenhum texto desta série, e não deixem de estudá-los, sobretudo nas reuniões mediúnicas, reciclando essas idéias básicas. Usem o método adotado pelo CEM; leitura de reconhecimento; análise de cada frase, com a pergunta "o que está escrito aqui?", visando apenas entender o que o Gilberto pensa sobre o assunto, deixando para depois a verificação do que você pensa sobre o pensamento dele. Entender e não interpretar...

3. Confiança
Gilberto/Rita Foelker

Existem algumas características que, quando fazem parte de uma amizade, tornam-na mais profunda e verdadeira. Como a confiança, por exemplo.

Um verdadeiro amigo é sempre digno de fé, até que se prove o contrário. Ninguém fica à espera de testemunhos e comprovações do que um amigo diz. Um amigo, evidentemente, pode estar enganado, como qualquer criatura, e tem o direito a um falso juízo, um erro de apreciação. Não será desprezado por isso, que é uma conseqüência da sua humanidade.

As diferenças morais existem, em razão da lei de evolução, mas não serão pretexto de distanciamento entre as pessoas, muito embora a planta da amizade tenha mais chances de crescer no terreno das afinidades, que no das diferenças.

Porém, um grupo mediúnico só pode progredir sobre as bases da amizade mais profunda. E num grupo mediúnico, um requisito básico é a confiança recíproca entre seus participantes. O caráter e a idoneidade dos membros do grupo não serão colocados em dúvida, porque se alguém deu provas de não ser merecedor de absoluta confiança, em primeiro lugar, não deveria fazer parte do grupo...

A grande questão da mediunidade para os grupos que a praticam é a comprovação da autenticidade do fenômeno ou, em alguns casos, a confirmação da identidade do Espírito comunicante. E é comum isto ser colocado acima da amizade, quando se formam "panelinhas" para debater a situação de um determinado componente do grupo, sem a devida consideração e respeito, quando se atira sobre o médium a responsabilidade por comunicações falsas quanto à procedência ou ao conteúdo, buscando até mesmo aventar se a sua conduta moral não vem dando ensejo a que estes fatos aconteçam.

É compreensível que as criaturas céticas e os materialistas por sistema vivam à caça de evidências da origem da comunicação e da lisura do médium, porque eles estão cumprindo o seu papel: eles são os que duvidam.

Nós, espíritas que acreditamos, que nos gabamos de ser aqueles que "não acreditam, mas que sabem" tornamo-nos, freqüentemente, mais céticos que os nossos adversários, submetendo médiuns e Espíritos a um nível de desconfiança inadmissível entre criaturas que elegeram o amor como bandeira.

Isto chega a não ser consciente, mas no momento da comunicação, em que o médium necessita do amparo da ligação com o grupo, a crítica e a dúvida surgem, inicia-se o debate mental de idéias, e o ambiente fluídico se ressente de maneira intensa, prejudicando não só o desenrolar da comunicação como o próprio socorro ou atenção que o Espírito merece.

Existe o animismo? Claro. Existe a mistificação? Sem dúvida. Mas acima de tudo, o ser humano. Acima de tudo, a amizade.

Existem grupos onde se vive a patrulhar a conduta uns dos outros, o que nos faz pensar nos sentimentos que lhes inspiraram a formação e nas razões que os mantém juntos.

No entanto, não é o temor, nem o patrulhamento, que haverá de evitar que tais situações venham a ocorrer. Aliás, num grupo onde transita a espontaneidade e a confiança, é muito difícil que a farsa ganhe espaço, pois que ela é reconhecida de pronto, como elemento estranho ao ambiente, e tratada de forma equilibrada, sem provocar maiores estragos.

Se você não confia num grupo mediúnico ou num grupo de Espíritos, não há porque fazer parte dele. Se, a seu ver, não existe segurança quanto às lições e testemunhos que têm lugar na reunião, para quê ouvi-los?

Mas se há sentido e significado profundo nos fenômenos, se os Espíritos confortam e ensinam, e se as pessoas estão unidas por sentimentos sinceros, por que deter-se na incredulidade?

CEM - Grupo Espírita de Iniciativas Doutrinárias
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Fone/Fax: (011)6192-8137 - Cristina Helena Sarraf

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