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Coletânea de textos publicados no
Ano V - Edição nº12 - Maio de 2002

Em nome da razão...
Constância


A vida de cada um é diferente das demais vidas
A experiência de cada um é exclusiva
O tempo de cada um tem um ritmo próprio
O aprendizado de cada um é pessoal
O valor de cada um é visto por seu enfoque atual
O momento de cada um é entendido particularmente

Sendo assim,

  • Estou me encarando com justiça e lealdade?
  • O que projeto pra mim?
  • Quanto apóio esse projeto, haja o que houver?
  • Estou fazendo os necessários ajustes de rota ?
  • A quem estou ouvindo como orientação da minha vida?

Pensando...

"A maioria de nós sente que os outros não vão tolerar tamanha honestidade emocional na comunicação. Preferimos defender nossa desonestidade alegando que isso poderia ferir as pessoas, e, tendo racionalizado nossa falsidade através da nobreza, iniciamos relacionamentos superficiais."

"Para compreender as pessoas, devo tentar escutar o que elas não estão dizendo, o que elas talvez nunca venham a dizer."

"Quaisquer que sejam meus segredos, lembre-se, quando eu os confio a você: eles são parte de mim".

"...mas se lhe disser quem sou, você pode não gostar de quem sou, e isso é tudo o que tenho."

"Posso ajudá-lo a aceitar-se e a abrir-se, na maioria das vezes me aceitando e me revelando para você."

Um projeto chamado Família
Rita Foelker

Todas as atividades humanas (tudo o que grupos de pessoas se reúnem para fazer) têm sempre qualidades e problemas. Aspectos bons e ruins.

Não pode ser de outra maneira, pois somos criaturas com capacidades intelectuais e afetivas em níveis diferenciados de desenvolvimento. Quando aplicamos aquelas que estão bem desenvolvidas, a tendência é sermos bem sucedidos, enquanto que, ao sermos exigidos em capacidades ainda imaturas, podemos não atingir os resultados desejados. Tudo isto é muito visível, quando se trata de família.

Famílias em perfeita convivência harmoniosa não podem ser muito comuns na Terra, nestes tempos, porque mais que um empreendimento acabado, a família é um projeto, em constante aperfeiçoamento. Com pontos fortes e pontos fracos.

É tentador exaltar as qualidades de nosso relacionamento pais/filhos, marido/mulher, escamoteando os problemas como se fosse vergonhoso possuí-los ou, mais freqüentemente, por que não podemos olhá-los de frente, sem perceber que estamos, assim, menosprezando nossa força e habilidade de encontrar boas soluções para eles.

A saída que muitas pessoas encontram é a intelectualização e a frieza, porque evoluíram mais na razão que no sentimento e preferem mostrar o brilho de qualidades conquistadas, que melhorar naquelas que ainda precisam de muito trabalho e empenho. Buscam sempre uma distância segura das situações familiares mais expansivas, evitam contato físico (abraços, beijos) e assuntos mais íntimos, permanecendo na zona de conforto.

Mas nossas capacidades que precisam de exercício são exatamente as mais insipientes. Onde temos dificuldade é onde mais precisamos treinar. Se não por outra razão, apenas porque ninguém consegue se sentir inteiro enquanto não quer se aceitar por inteiro.

Como em todas as atividades humanas, quando os problemas são sanados, as qualidades aparecem muito mais. Podemos avançar muito no "projeto família" quando paramos com vãs idealizações e partimos objetivamente para o reconhecimento e resolução de problemas específicos, com coragem e determinação.

Ninguém é culpado por não ter uma família perfeita. Conquistamos com nossos méritos e nossos atos, desta e doutras existências, afetos e formas de nos relacionarmos.

Estamos aprendendo a fazer isto, não somos experts.

Estamos aprendendo a comunicar, a dialogar, a entender, a tolerar, a respeitar.




Em forma de seção, publicaremos a cada mês um texto do Gilberto, formando uma seqüência simples e profunda, que visa a melhoria da prática mediúnica daqueles que tiverem acesso a essas orientações, que sendo luzes, não ficarão sob o alqueire.

Para manter uma seqüência lógica e didática, repetimos aqui o texto Afinidade, incluso na edição de março/02.

Procurem não perder nenhum deles e muito menos deixar de estudá-los em particular e na sua Casa Espírita, sobretudo nas reuniões baseadas na mediunidade, criando assim uma oportuna reciclagem que certamente trará resultados inesperadamente bons. Vamos experimentar?

1. Afinidade
Gilberto / Rita Foelker

Não pode haver ligação mediúnica sem afinidade. Afinidades são semelhanças de idéias e sentimentos que se imprimem em nossos perispíritos, formando um retrato vivo daquilo que somos interiormente.

"Dize-me com quem andas... ", repete o povo a sabedoria dos evos.

Dize-me quem és e te direi com quem andas - eis uma outra verdade.

Por mais que tenhamos uma imagem daquilo que somos, um conceito de nós mesmos, nada é mais verdadeiro e incontestável que nossos fluidos. Eles nos colocam em contato com seres cuja constituição se lhes assemelha, uma providência da vida que nos conduz ao autoconhecimento permitindo que nos vejamos espelhados nas criaturas que nos partilham a convivência.

No entanto, esta constatação não servirá para nos manter passivos onde estamos. Dia a dia, construímos nosso mundo mental e emocional, que se modifica e, conseqüentemente, modifica os padrões com que nos afinizamos.

Buscar a harmonia de sentimentos, manter os pensamentos no bem, ocupar-se de leituras elevadas e ouvir boa música nos ajudam a alcançar uma melhor condição interior, uma nova configuração fluídica e influencia na categoria dos Espíritos que se achegam a nós.

2. Bons Médiuns
Gilberto / Rita Foelker

Um bom médium não é necessariamente um médium perfeito. Aliás, nossas idéias de perfeição estão sempre a nos confundir...

Se um médium se considera perfeito e acabado, no pleno domínio de sua capacidade e conhecedor de todas as nuances do fenômeno mediúnico, o que se pode dizer a seu respeito é que está seriamente iludido. Tal possibilidade inexiste no plano dos presentemente encarnados no planeta Terra.

Se um médium se considera imperfeito, coloca-se em posição de inferioridade e de insuficiência de recursos e estará sempre produzindo aquém de suas reais possibilidades.

Bons médiuns vivem sua mediunidade com liberdade e responsabilidade; sabem que têm muito que aprender e não se furtam às lições; são autênticos na expressão dos fenômenos de que participam e colocam-se disponíveis para o trabalho com a Espiritualidade, cheios de fé e confiança.

Não se pede perfeição (moral) aos médiuns, até porque desejar ser perfeito (no comportamento) pode ser um sintoma da vaidade que tanto empenho se faz por combater. Pede-se que os médiuns confiem no instrumento que Deus lhes colocou nas mãos, fazendo com que produza para o bem geral os frutos do esclarecimento e do alívio das dores da alma.


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