AS CASAS
/Cristina Helena Sarraf (para o grupo Casa do Caminho)
NA CASA QUE ABRIGA ESTUDOS
UNS FALAM, OUTROS FICAM MUDOS
MAS TODOS PODEM COMPREENDER
ABRIR PENSAMENTOS E CRESCER
NA CASA ESPÍRITA QUE ABRIGA AMIZADES
TODOS PODEM DESENVOLVER AFABILIDADES
BONS SENTIMENTOS, RESPEITO E O CORAÇÃO
DESFRUTANDO DE ALEGRIAS E EMOÇÃO
NA CASA LAR QUE ABRIGA A FAMÍLIA
TODOS PODEM IMPEDIR O QUE HUMILHA
E PRIVILEGIAR A FORMA QUE ELEVA
VALORIZA, RECONHECE, AMA E ENLEVA
NA CASA CORAÇÃO, AQUI DENTRO DE MIM,
EU POSSO DESCOBRIR PELO QUE VIM
AO MUNDO E O QUE ME AJUDA
AMPARA, ALEGRA, SUSTENTA E MUDA
NA CASA EU, NO INTERNO D'ALMA
POSSO DESENVOLVER AMOR E CALMA
GÔSTO DE VIVER, CARINHO E COMPREENSÃO
E SER, COM TUDO E TODOS, UM GRANDE CORAÇÃO
O APOIO
Calunga/Rita Foelker
" Quando eu falo em você se apoiar, é pra você ter firmeza no que sabe, no que sente, no que faz.
É pra você não ter que ir ficar buscando confirmação, aprovação, apoio, no outro.
Quantas vezes, num dia, você apoia mais o que o outro diz sobre você, do que o que você sente? Quantas vezes você faz uma coisa e fica esperando alguém dizer que foi correta, que ficou boa como você fez?
Isso é doença, minha filha. E se chama dependência.
Quando você não se apóia, fica na dependência do apoio dos outros. Caminhar para a independência é aumentar o apoio a si. Ser capaz de se apoiar em todos os aspectos, material, psicológico, espiritual.
As pessoas não foram criadas pelos pais para a independência, porque os pais sempre colocaram os referenciais fora dos filhos.
Quem sempre confirmava ou apoiava as atitudes dos filhos eram eles mesmos, os pais, numa disciplina autoritária, sem explicação, ou era o professor, ou era a polícia, ou era a religião... E a maioria das pessoas aprendeu a fazer coisas que não contrariassem os pais, o professor, a polícia ou a religião, ainda que fossem profundamente contrárias a si mesmas, à sua vocação, à sua alma. E desaprenderam de confiar em si mesmas, no seu sentido íntimo, no seu discernimento, agora atrofiado por uma educação limitadora.
Ficaram achando que não eram boas o suficiente para patrocinar suas escolhas, suas idéias e seus sentimentos. Sempre tendo que ter o aval de alguém, ainda que este alguém fosse mais ignorante, desde que viesse com uma certa confiabilidade, nascida de razões muitas vezes inconscientes.
Apoiar-se, então, é entrar nas suas razões mais profundas, é perder o medo de ser errado ou inadequado, pra ficar consigo mesmo. É assumir a responsabilidade por si, cuidar de si, sem ansiedade, sem insegurança quanto ao que os outros vão achar ou dizer.
É achar a sua opinião tão válida quanto a do outro. É dar aos seus motivos consideração igual aos motivos dos outros. É não dar a mais ninguém o poder de pensar ou falar por você, porque este poder é seu, sempre foi, e a responsabilidade do que fazer com ele é toda sua, na eternidade.
Quem sabe você possa, agora, começar a apoiar seus sentimentos como legítimos, e confiar mais neles. E quando fizer qualquer coisa, que não seja esperando o outro gostar ou agradecer, mas seja só a satisfação de realizar sua própria vontade. Simples, né?
Você vai ver como a independência vai tornar sua vida muito mais simples, sem preocupação com a aprovação dos outros; sem ter que ser adivinho do que o mundo espera, pra ser leitor do próprio coração.
Se isso é caridade? Claro que é! Porque aí eu sei que o que eu vou dar ao mundo vai sair de mim mesmo, do meu sentimento, da minha razão, vai ser uma doação real de alma para alma, com toda a intensidade, com todo o entusiasmo de estar fazendo algo que vem de dentro de mim, que não vem de ninguém falar ou achar."
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Personalidade e Obsessão
Pensando bem, não seria possível que uma pessoa não obsediável pudesse ser obsediada. Ou seja, é necessário que na personalidade formada até agora, na história de vida desse Espírito, haja os traços e os comportamentos geradores da possibilidade da obsessão acontecer. Caso contrário, estaríamos aceitando a idéia de que haja uma injustiça, o que não combina com o princípio doutrinário de que Deus estabeleceu uma justeza absoluta nas Leis.
Onde estaria essa injustiça/injusteza? No fato de que um Espírito pudesse dominar uma pessoa, sem que ela consentisse nisso. E se essa hipótese fosse verdadeira, estaríamos todos à mercê da vontade dos Espíritos, porque o que um pode, todos podem. E então, adeus livre arbítrio. Já pensaram?
Claro que é possível "forçar a barra" e criar condições de aproximação, de maneira que a pessoa não note o que está acontecendo. Mas isso é bem diferente da hipótese de os Espíritos poderem agir contrariando a vontade real de uma pessoa, pois quando encontram uma forma de se ligar conosco é que nossos pensamentos e sentimentos estão favorecendo e dando a devida permissão...
Ser obsediável é ter desenvolvido formas de ser, comportamentos psicológicos que permitam a dominação. Isso, no decorrer da história do Espírito, para que seja possível, hoje, dentro dessa bagagem comportamental, o obsessor encontrar condições de agir, dominando. Porque o processo obsessivo não é uma injustiça, e sim uma decorrência natural de determinados comportamentos e sentimentos. Afinal, na Lei de causa e efeitos estamos todos, todos nós, inseridos, sem exceção de ninguem, seja lá quem for.
Sendo a obsessão simples o que o nome diz: simples na maneira como se faz, sem complexidades estruturais, o obsediado dessa forma é uma pessoa que tem na sua personalidade a condição de se deixar dominar, mesmo sabendo que isso ocorre. Já se deixou dominar por este ou aquele, sempre com uma finalidade clara, como por exemplo, ser amado, não perder a posse de alguem ou de alguma situação, ser aceito, etc.
Subjugação é uma forma obsessiva de estrutura complexa, e o subjugado é uma pessoa em cuja história de vida há o subjugar-se a alguem ou situação, para com isso manter algo de que necessita(amor, sexo, dinheiro, posição social, prestígio,etc). A soma de temor e necessidade cria uma forma complicada de permissão ao outro e ocultamento a si mesmo, do que faz, sob desculpas e alegações que justifiquem deixar-se subjugar e fazer o que não quer. É uma espécie de corrupção, de adulteração. O subjugado sabe, de algum jeito, o que se passa com ele.
Fascinação é uma forma obsessiva extremamente complexa, caracterizada por idéias, "chips"mentais, instalados pelo obsessor na mente do obsediado, que é uma pessoa em cuja história de vida há comportamentos fascinados, por alguem ou por alguma coisa. São as pessoas que endeusam outras, que ficam totalmente enceguecidas e voltadas exclusivamente para o alvo de seu fascínio, perdendo, temporariamente, o juizo de valores e a autocrítica. Por isso o fascinado não sabe e não admite que esteja sob o domínio de um Espírito, já que a idéia implantada, além de combinar com sua forma de ser, só funciona na hora certa e no demais, a pessoa vive o seu normal, embora este esteja sempre sob essa "cor". Tambem, o fascinado é induzido a indispor-se com todos que possam perceber o que está acontecendo e alertá-lo.
Sendo procedimentos psicológicos criados e adotados como reações a situações ocorridas, as posturas obsediáveis não são modificadas com facilidade, mas podem ser desgastadas e substituídas, pouco a pouco, na medida em que a pessoa assim o deseje e aceite ajuda. Sempre o livre arbítrio é o determinante dos nossos atos, mesmo que precisemos de outras pessoas para a concretização de uma nova forma de ser.
Se a obsessão funda-se em comportamentos ainda equivocados, devido a impossibilidade de discernir as consequências naturais, a desobsessão funda-se em comportamentos gradativamente adotados, pela vontade de auto-superação, mesmo que sob a supervisão temporária de alguem que ajude na sustentação dessa fase transitória.
A aceitação e o entendimento da justeza das leis de Deus, nos impede de mantermos conceitos equivocados sobre a obsessão, entendendo-a como um processo de domínio que alguns Espíritos têm sob certas pessoas, sendo que agem conscientemente, visando a desmoralização do obsediado e utilizando-se de certas características psicológicas dessa pessoa.
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